domingo, 6 de outubro de 2013

Um pouco de mim



Sei que sou difícil de aturar.
Não consigo estar longe da Maria... Sinto-me sempre tão mal...
Eu nadei nunca nadei nu no mar.
Quando era criança chamavam-me potinho.
Ainda gostava de saltar de paraquedas.
Eu já fiz coisas que me arrependo
Eu morro de medo de perder a Maria...
Eu sempre gostei de chocolate :$
Se eu pudesse erradicava a fome no mundo... Ninguém devia passar fome.
Fico feliz quando olho a minha namorada nos olhos e vejo o quanto ela me ama...
Se pudesse voltar atrás no tempo dava uma lambada a mim mesmo e obrigava-me a ir beijar a Maria mais cedo :P
Adoro jogar hóquei em patins
Quero muito ter a minha pequena hoana.
Eu preciso de ti <3 senão caio...
Não suporto fome no mundo

Desafio fanado do My life on a blog, sintam-se à vontade para o usar.

Só eu...

Só mesmo eu para me esquecer continuamente cada vez que é dia 3 de cada mês... Ainda bem que a Maria não é daquelas raparigas chatas...

Entrelinhas


É com muita pena minha que este concurso vai deixar de existir e que mais um blogger, digo até um excelente blogger tenha deixado a blogosfera. Certamente muitos irão sentir a falta dele.
Eu era um participante deste concurso. A verdade é que gosto de escrever. Eu sei que vocês não gostam nada dos meus textos grandes e tal, mas de vez em quando sabe bem alguém ler. E é com orgulho que vos apresento o texto para o qual concorri na 1ª etapa deste concurso.

Ele chamava-se Mário e ela Anabela. Um tinha 19 anos, a outra 18. A sua relação era basicamente impossível. As suas personalidades eram completamente opostas. Até ao nível físico se distanciavam.
Ele era alto. Cerca de 1,90 m, cabelo completamente negro. Tão negro que parecia que absorvia toda a cor e luz envolvente. Os olhos... Bem, os olhos eram de um verde tão claro que refletia a luminosidade e brilhavam. Pode até dizer-se que o seu cabelo era a noite, e os olhos as estrelas. O seu porte era atlético. Notava-se que se preocupava em estar em forma.

Já ela era de estrutura média. À volta de 1,70 m, cabelo loiro. Um loiro fantástico e com um brilho que se esta estivesse contra o sol parecia que este escorria pela cabeça dela abaixo. Os seus olhos eram negros. Um negro misterioso a esconder tantos segredos e mistérios que só de uma pessoa olhar para eles perdia-se. Quanto ao seu corpo, era uma rapariga normal, não como aquelas que fazem dietas loucas para parecerem ‘barbies’ e modelos, mas também não daquelas que abusam da comida e mal podem andar. Era uma rapariga na normalidade. Sem extremos.

O que eu, apenas um mero bardo, me proponho a cantar hoje é um história sobre o impossível tornar-se possível, um pensamento sair errado e a magia de um olhar salvar uma vida.
Anabela tinha segredos. Era uma solitária, não gostava que se metessem na vida dela e não queria sair magoada. Tinha medo de se envolver.

Mário não era assim. Tinha os seus amigos, andava em festas, quase não parava em casa, enfim, um rapaz normal. Mas havia algo em Anabela que o encantava, algo que o fazia reparar nela. A forma com ela parecia um anjo, os seus misteriosos olhos, os seus segredos. Já antes tentara aproximar-se dela. Um toque no bar, uma troca de palavras no centro comercial, mas ela tinha sempre escapado. Ele pensou que ela não estava interessado nele, que seria sempre a mesma solitária, mas não a conseguia tirar da cabeça.

Ohh, como Mário estava enganado sobre ela. Anabela queria sim estar com Mário, mas os segredos dela eram demasiado para ela. Esta rapariga já tinha sido usada e descartada como se fosse uma luva de borracha. Basicamente ela não se envolvia porque tinha medo de sair magoada. Era uma anjo sem asas. Sim ela gostava de Mário. Olhava para ele quando estava distraído. Quando falava, Anabela prestava sempre atenção às suas palavras, sonhava com ele, mas tinha medo. Ouso até dizer que tinha terror de se envolver.

Ora este anjo estava farto da sua vida. Estava farta de sair sempre magoada, de se sentir mal em casa. Sentir-se mal na rua e em todo o lado. Detestava-se a si mesma. Já se tinha socorrido em sofrimento físico através de automutilação, mas não era suficiente. Tinha tanto ódio e desprezo dentro de si que decidiu acabar com tudo na linha do comboio.

Já se ouvia o ruído. Anabela só escutava o coração e o barulho do comboio chegar. Fechou os olhos e inspirou... Abriu os olhos. Já via o comboio, mas depois reparou numa pessoa que estava num banco, com um casaco de capuz posto. Era Mário. Ele estava lá a olhar para ela. Os seus olhos cruzaram-se. Escuridão com luz, o verde misturou-se com o negro. Ele aproximou-se. Nesse momento ela percebeu que havia coisas pelas quais vale a pena lutar. Que desta vez não ia sair magoada, que finalmente ela encontrara a sua luz. As suas estrelas. Ele envolveu-a nos seus braços. As suas caras aproximaram-se, os olhos fecharam e as suas bocas uniam-se. O comboio passava, mas não importava porque nesse momento, eram só eles os dois no mundo.

Sim, sou só um contador de histórias, mas nesse dia algo de mágico aconteceu. Um fim transformou-se num início. Uma alma permaneceu na terra e um anjo ganhou asas para poder sair do buraco em que estava e viver a vida não na escuridão, mas banhada na luz de quem realmente a ama.

sábado, 5 de outubro de 2013

Next Bolt, mas de malas...

Ainda não sei bem como, atravessei esta rua duma ponta à outra em aproximadamente 2 min e meio para apanhar o autocarro... Carregadinho de malas. Jogos olímpicos de carregar bagagem aqui vou eu.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Biologia, Fisica e Quimica(10º, 11º e 12º ano) e matemática(11º e 12º ano)

A todos os bloguers que precisarem de ajuda nas disciplinas acima indicadas, é só mandarem um mail para itor.m.7 ou contactarem-me pelo skype: wordsoverwheels.blog

Não se acanhem, no que puder ajudar eu ajudo :)

Palavras soltas

Como pediste Luana :p

Estava a chover lá fora. Água caía ruidosamente. As poças  acumulavam-se no chão. As gotas desciam pela janela de tal modo que parecia que estas próprias choravam. Era noite. Estava escuro na carruagem. Só se viam sombras exceto nos breves momentos em que as fortes descargas de energia desciam dos céus. Um fenómeno que só durava segundos, mas que a sua beleza e crueldade deixava qualquer um perplexo. Quem diria que a luz poderia ser tão poderosa? Tão terrível?

Luz. Sempre associada a coisas boas. Á inteligência, á visão, ao descobrir o desconhecido. Mas não. Atrás de cada luz há sempre uma sombra, embora atrás de algumas sombras haja luz.

Buuuuum,,, aquele som ensurdecedor arranca-me das divagações e volta a prender-me no mundo real. Encolho-me na manta que trago em cima do corpo.

Que sou eu no mundo? Como me posso comparar e incluir? Coisas tão lindas, fantásticas e ao mesmo tempo tão tenebrosas no exterior?... Não sei. Não sei o que sou... Não sou onde me encaixo. Sou o todo e o nada. São o relâmpago e o som. Sou o quê?

Encosto a minha cabeça ao banco e volto a olhar pela janela. Os bates das pingas de água na janela são um som único. Dou por mim a pensar no que deixei para trás. É um dia chuvoso. A água caí nos paralelos da casa dos meus avós na aldeia. Os cães vêm esfregar-se a mim a pedirem festas. No ar há um cheiro a carne e batatas assadas no forno, mas também algo mais. Sim, castanhas assadas.
Há um cheiro a terra molhada no ar. Olho para o lado, está lá o meu avô, Onde estamos? Sim, já me lembro. Estamos nos castanheiros. Está uma luz perfeita. Um caminho entre as árvores. O caminho para a luz. Ou para a sombra?

Ouro raio de luz... Nos breves instante que o exterior se ilumina, apercebo-me que estamos a atravessar um rio, por cima de uma ponte.

E se agora a ponte caísse? Ia alguém dar a minha falta? Ia o mundo deixar de funcionar? E a Terra parar de girar? Não... Sou o que no meio disto tudo. A diferença entre mim e uma formiga não é muita. Somos só mais um no meio duma multidão. Mais um no meio de muitos. Dispensável. Apenas uma gota no meio de muitas.

O som desta vez veio mais rápido e mais intenso. A trovoada está mais perto. Como sei isso? Podia dar uma palestra sobre velocidades da luz e do som, mas pra quê? Conhecimento acima de conhecimento. Onde é que isso nos leva? Sucesso? Auto concretização? 

A ponte não caiu. Parece que fica pra outros esse destino. Afasto-me cada vez mais do meu ponto de partida. Mas a tempestade ainda não parou. Não sei ao certo quando começou. 

Olho para o relógio. Quanto tempo faltará para chegar. Não sei ao certo também sou o único que ocupa esta carruagem. Encosto a cara à janela. Está fria. O vidro reflete a minha face. Olho para mim. O que vejo? Não vejo nada. Não me reconheço. A verdade é que nunca me cheguei a conhecer. Dizem que sou luz, mas eu só vejo escuridão. 

As gotas continuam a escorrer pala janela. Assim como as lágrimas escorrem pela minha cara. Tudo que fui, tudo que fiz, tudo que passei fez de mim algo negro como a noite lá fora. As lágrimas a chuva. O cabelo negro como a própria escuridão. Os olhos verdes luminosos como um relâmpago, mas escondendo as sombras das olheiras por baixo. Por fim, um personalidade tão obscura que espelha a noite por trás da janela.


Deito-me no banco. Olho para o teto, esperando que acabe esta longa viagem que é a minha vida.


Damn

Ontem voltei a pegar num cigarro e fumar...