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sábado, 31 de agosto de 2013

Prólogo

Inspira. Expira.


Eu não escolhi ser assim,  é uma necessidade. É um vício, é uma... uma... uma coisa que faz parte de mim, necessidade de controlo. De magoar, de dominar.


Inspira.. Expira..


Havia um quadrado estranho na parede. Um com umas marcas. Calco nele. Uma gaveta sai e lá está uma chave. Pego nela e abro a porta. Uma porta aparentemente normal como qualquer outra, excepto que ao abrir sente-se que é pesada e grossa. Esta é a porta para o que preciso. Consigo sentir o cheiro. Horas e horas passadas ali, conheço o quarto melhor que a palma da minha mão, os roupeiros e os seus mistérios,  a cama encostada à parede do fundo, uma cama grande com grades no topo e postes a fazer de patas, no outro lado uma barra presa ao teto.


Aparentemente, um quarto dentro do normal, excepto a rapariga de joelhos completamente nua num canto.


Inspira... Expira...


É hora de brincar...